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SigAPÉ – O “autocarro” que quer manter as escolas abertas


O SigAPÉ é uma iniciativa que tem o seu foco na mobilidade segura e saudável e que pretende implementar um "autocarro humano”, regular, em escolas. 

Promovido pela APSI, surgiu no âmbito do Programa BIP/ZIP 2017 (Câmara Municipal de Lisboa), através de um consórcio de parceiros como a ACA-M, Coletivo Zebra, Agrupamento de Escolas Nuno Gonçalves, A Voz do Operário e a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Gil Vicente.

Com o objetivo de aumentar a mobilidade e acessibilidade das crianças, assim como promover modos de deslocação mais saudáveis (como andar a pé ou de bicicleta), o SigAPÉ procurou analisar e repensar o espaço público e a sua utilização à volta da escola e nos trajetos casa-escola.

A envolvente rodoviária e os trajetos casa-escola são percecionados pela comunidade escolar como inseguros e pouco adaptados à deslocação mais saudável, essenciais às competências pedonais das crianças e famílias no espaço público.

A atividade chave do SigAPÉ é o “autocarro humano”. Este promove o andar a pé e reduz o número de automóveis à porta da escola. Com base na essência do que são os autocarros públicos, esta dinâmica permite transformar a forma de deslocação habitual por outra mais agradável, saudável e sustentável.

As crianças deslocam-se para a escola a pé e em grupo, utilizando percursos e horários previamente definidos. Este “autocarro humano” é conduzido por um ou dois adultos voluntários, parte de um ponto de encontro e pára em diversas paragens estratégicas permitindo a entrada de mais crianças a meio do percurso.

Mesmo com todos os benefícios associados, são cada vez menos as crianças que se deslocam a pé para a escola. No entanto, esta iniciativa tem inúmeras vantagens quer para os adultos, quer para as crianças:  

- Ao nível da saúde: andar a pé ou caminhar é uma forma de nos mantermos fisicamente ativos;

- Ao nível psicológico: as deslocações em grupo, permitem que as crianças desenvolvam as suas competências socio emocionais, através do convívio e brincadeira com os seus pares.

- Diminuição de comportamentos de risco: aquisição de conhecimentos sobre segurança e mobilidade;

- Diminuição dos automóveis à porta da escola: menor risco de ocorrência de acidente rodoviários e, atualmente, menor número de contactos entre adultos de diferentes agregados familiares;

- Aumento da qualidade de vida: bairros com menos poluição e um espaço público mais agradável e acessível a todos;

- Promoção da inclusão: maior socialização entre as crianças e adultos, contribuindo para o reforço das relações de vizinhança, nomeadamente, com outros utilizadores vulneráveis, como os idosos;

- Alterações no ambiente rodoviário: melhoria das infraestruturas.

O último ano foi marcado por uma situação sem precedentes. 

As famílias viveram um período de confinamento para o qual não tiveram qualquer tempo de preparação. As crianças, um grupo dos que mais sofre com os impactos negativos do confinamento, viu as suas rotinas habituais alteradas, as suas escolas encerradas e ficou fechado em casa, sem contacto com o ar livre, com a natureza e com outras crianças.

Com a reabertura das escolas, a forma como nos deslocamos poderá ser decisiva para minimizar os impactos negativos do confinamento, como a privação social e o aumento de problemas de saúde mental. 

O autocarro humano, embora permita o envolvimento ativo da comunidade escolar, requer apenas a cooperação de 1 ou 2 adultos para o “conduzirem” o que, manifestamente, contribuirá para uma diminuição dos ajuntamentos à porta das escolas, uma das razões que terá estado na origem do recente fecho das mesmas. 

Por outro lado, a deslocação a pé para a escola permite que as crianças voltem a ser fisicamente mais ativas e cheguem à escola mais motivadas para aprender.

Atualmente, o risco continuado que a Pandemia Covid-19 representa para as famílias e comunidades, é um fator de preocupação e privação do espaço exterior e de momentos de socialização. No entanto, acreditamos que cumprindo medidas de proteção, como o uso de máscara e a desinfeção das mãos, os benefícios de uma mobilidade segura e suave através do “autocarro humano”, são muitíssimo superiores aos seus riscos.

 

 

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